Filme: "Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor" (Practical Magic 2, 2026)


Qualquer magia com Sandra Bullock e Nicole Kidman daria certo antes mesmo de ser realizada. Em "Da Magia à Sedução: Feitiço de Amor" temos uma sequência que pode ser vista sem medo por quem não conhece a franquia de 1998. É o segundo filme dessa família de bruxas, dirigido por Susanne Bier ("Bird Box" e "Serena") e com uma maldição que perdura por gerações. Dia 10 de Setembro de 2026 contamos com uma cura, somente nos cinemas, com distribuição da Warner Bros. Pictures.

Baseado na obra literária “O Livro de Magia”, de Alice Hoffman, temos um roteiro previsível, que se apoiou novamente nesse livro, sem algo que cause muita confusão e desdobramentos difíceis para o público. Outra curiosidade é que Denise Di Novi, Sandra Bullock e Nicole Kidman assinam a produção, sendo um investimento que vemos o quanto empenhadas estão para fazer dele um sucesso. Os efeitos especiais são minimamente utilizados, mas nada deslumbrante. Será que outros truques na manga podem se sobressair?

O elenco também conta com os destaques Joey King, Lee Pace, Maisie Williams, Xolo Maridueña,
Solly McLeod, com Dianne Wiest e Stockard Channing. De fato são artistas empenhados em orbitar em torno da força das duas protagonistas e entender seu novo capítulo como uma celebração de filmes em que mulheres se sintam confortáveis para o mundo da fantasia, uma vez que na época era comum atores com protagonismo, e atrizes sendo coadjuvantes no papel de bruxas vilãs. Par romântico sim, mas raramente algo tão forte como "As Brumas de Avalon", e esse não se moderniza mais do que deveria, estando numa zona segura.

Não faltam referências ao amor, desde "Friends" e a "Ghost: Do Outro Lado da Vida", provando que nossas protagonistas estão atualizadas nos filmes e séries dos anos 90. A trilha sonora engloba mais gerações,  desde a recente "the cure" da Olivia Rodrigo, também Florence + the Machine e por fim Fleetwood Mac com a classica "Landslide". Adoramos que selecionam faixas que já possuem um significado romântico e sofrido dando ênfase nas cenas. Por mais previsível que pareça,  é uma obra que nos faz querer resgatar a obra original e torcer que esse seja o fim da franquia de conforto de muitos.

Sem promessas de novos retornos, foi uma conclusão encostada na nostalgia e no resultado de franquias igualmente queridas de outros estúdios. É uma história simples e com um drama leve demais para ser levado a sério. Torcer pelo bem é obviamente fácil e quando se trata das forças malignas daqui, nem foram tão perigosas quanto se espera. Os espectadores ficarão divididos pelo amor e pela magia que nos fizeram voltar não só para o cinema, mas também para as coleções de DVD. Você se lembra do último filme que pegou numa locadora? Isso é muito mais poderoso do que o streaming!

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