Filme: "Destruição Final 2" (Greenland 2: Migration, 2026)



"Destruição Final 2" é a sequência do filme de 2020, "Destruição Final: O Último Refúgio". A Diamond Films apresenta dia 05 de Fevereiro de 2026, somente nos cinemas. Uma conclusão da história que mescla drama e ação distopica. Prepare-se para sobreviver num mundo onde nem o ar é confiável. Dirigido por Ric Roman Waugh que continua na franquia, assim como Chris Sparling no roteiro, mas agora com Mitchell LaFortune ajudando na elaboração.


A família Garrity segue firme após os eventos ocorridos há 5 anos. Na ocasião, John (Gerard Butler), sua esposa Allison (Morena Baccarin) e o filho do casal Nathan (Roger Dale Floyd) precisam enfrentar o pior lado da humanidade para encontrar um esconderijo seguro o suficiente para se protegerem de um cometa perigoso. Agora, como sobreviventes do fim do mundo, eles precisarão deixar o bunker que os protegeu na Groenlândia em busca de um novo lar. No entanto, a jornada será ainda mais perigosa, pois nenhum deles estavam preparados para atravessar um mundo devastado.

O filme catástrofe sempre teve um nicho de interesse nos cinemas. Esse quando se iniciou no ano da pandemia foi fácil se identificar. Escassez e "novo normal" eram situações fáceis de se imaginar no mesmo dilema. Agora, num mundo sem medo de sair por conta de vírus, é um tédio constante reviver falas e comportamentos de um tempo que desejamos esquecer. Nem o elenco parece preocupado com os efeitos, como drama é muito frio. Já como ação é ainda mais fraco! Sobrando um suspense de "onde isso vai dar?".

Os efeitos de baixa qualidade não justificam o orçamento que é muito maior que o primeiro longa. Para assistir na tela de um celular seria aceitável, mas para os cinemas é ofensivo. Com uma hora e quarenta minutos tudo parece lento ao vermos acontecimentos genéricos, encontros descartáveis e uma conclusão feita para quem acredita em saídas fáceis e previsíveis. Nenhuma reviravolta te faz desejar estar com esse grupo, e isso afasta a tão sonhada imersão.

Ter um espaçamento entre os filmes de meia década esfriou o interesse do público. Vemos franquias com a distopia em alta quando criam o imaginário de um mundo onde alguns enlouquecem, e aqui todos parecem ter menos interesse em mudar a realidade. Um roteiro preguiçoso e com uns laços tão fáceis de desamarrar. Confiar é preciso, mas dá pra sentir de longe quando uma sequência foi feita pra lucrar sem entregar nada de consistente. 

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