Filme: "Terror em Silent Hill - Regresso Para o Inferno" (Return to Silent Hill, 2026)


"Terror em Silent Hill: Regresso para o Inferno" é a nova adaptação dos games da Konami e com distribuição da Paris Filmes com estreia dia 22 de Janeiro de 2026, somente nos cinemas. O
filme é dirigido por Christophe Gans e se baseia no segundo jogo da franquia. O roteiro juntou Gans com Sandra Vo-Anh e Will Schneider para uma experiência aterrorizante. Siga a neblina e quem sabe ouvirá uma sirene te dizendo que não tem escapatória.


James (Jeremy Irvine) recebe uma carta misteriosa de seu amor perdido após ter se separado dela, o fazendo voltar para uma cidade chamada Silent Hill. Na carta, está a promessa de que irá encontrar sua preciosa alma gêmea novamente. No entanto, com o passar dos dias nessa comunidade antes reconhecível, eventos bizarros causados por uma força desconhecida começam a acontecer. Conforme ele se aprofunda na cidade, James vai dando de cara com figuras monstruosas.

Com uma hora e quarenta e seis minutos é uma obra que nos faz questionar a sanidade dos personagens, e ficamos entretidos enquanto o protagonista desvenda uma verdade apavorante com a esperança de permanecer forte o suficiente para resgatar a sua amada. É de fato fiel ao jogo, mas infelizmente não faz uma boa jornada para quem assiste. Jeremy Irvine é intenso, mas sua parceria com Hannah Emily Anderson é bastante superficial, vendo que ambos interpretam tantos personagens que parece uma reciclagem. Evie Templeton é o lado genérico do terror com crianças.



O orçamento para os efeitos especiais não deve ter sido dos melhores, mas vemos um esforço de fazer algo que nos remete a cada criatura do jogo, mas expostas como em um parque de diversões onde passamos por todos sabendo que nos games eles fariam estragos de verdade. Aqui é uma mera alegoria para lidarmos com o luto e mantermos a terapia em dia. Trazendo um passado religioso e ocultista, é óbvio demais lidar com seitas que tentam cortar cada vínculo do indivíduo membro.

A experiência em comparação com o primeiro filme de 2006, onde havia alguma qualidade, aqui foi medíocre, só superando o de 2012 que abusava dos efeitos 3D sem uma história envolvente. Chegamos ao fim da linha desejando que os jogos tenham adaptações melhores no futuro, já que aqui não ficaram ganchos para sequências. A trilha sonora é o mais próximo de um êxito. Se existe vida em Silent Hill, ela não estará nas salas de cinema.
 

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