Filme: "O Diabo Veste Prada 2" (The Devil Wears Prada 2, 2026)
Que as pontes que eu queimei iluminem o meu caminho. "O Diabo Veste Prada 2" segue a fórmula de que todo sapato tem seu par, e esse precisou de 20 anos pra ser aceito pela 20th Century Studios. A comédia revive em tempo a franquia de livros de Lauren Weisberger. Dirigido por David Frankel ("Beleza Oculta" e "O Diabo Veste Prada") e roteiro de Aline Brosh McKenna com base na obra literária "A Vingança Veste Prada". A estreia nos cinemas será no dia 30 de Abril de 2026. Ainda está lendo? Apenas Vá!
Miranda Prestly (Meryl Streep) sente que mudanças na moda e na indústria de publicações e revistas estão levando tudo que ela construiu. Lidando com o colapso do jornalismo, ela precisa enfrentar ainda mais um obstáculo: sua antiga secretária Emily (Emily Blunt), que agora é uma executiva de alto escalão numa marca de luxo, tomando as decisões publicitárias da grife e, por isso, entrando no caminho de Miranda novamente. Andy (Anne Hathaway) e Nigel (Stanley Tucci) unem forças para ajudar quem sempre foi - de modo ultrajante - o pilar da Runway.
Com uma hora e cinquenta e oito minutos, temos uma Miranda que após décadas teve que driblar cancelamentos e processos aos montes. É divertido imaginar onde cada um esteve antes e com o elenco mais entrosado para garantir uma deslumbrante sequência em cenários e roupas invejáveis. A adição de Simone Ashley e Lucy Liu foram os destaques para a trama que gira em torno do quarteto fantástico dos cartazes.
A trilha sonora é outro trunfo, abrindo com faixas dançantes dos últimos álbuns de Dua Lipa ("End Of An Era") e Miley Cyrus ("Walk Of Fame"), sem faltar com Madonna ("Vogue") e as inéditas "Runway" da Lady Gaga com Doechii e "Shape of a Woman" que Gaga performará com uma cena digna do Victoria's Secret Fashion Show que ela fez em 2016. A breve participação da Mother Monster terá uma leve humor venenoso. Outra queridinha da moda é Donatella Versace sendo desperdiçada em cena, mas queremos esses momentos.
O roteiro soube atualizar as necessidades do fanservice de modo que não soasse gratuito e criticou a nova geração e como a indústria da fama trata o jornalismo. No entanto, o romance, que sempre esteve aliado nessas ocasiões, aqui parece ser esquecível e para nossas protagonistas workaholics, um homem é um acessório. Mudaram as diretrizes que o próprio livro trazia e o primeiro filme apenas se moldava, e fizeram com a elegância da boa e velha Prada. Não é uma publicidade, mas mereceu o seu tempo de tela.



Comentários
Postar um comentário