Filme: "Branca de Neve" (Snow White, 2025)



A primeira princesa da Disney ganha enfim um live-action! "Branca de Neve" é uma das histórias mais queridas de Walt Disney, e a responsabilidade para sua adaptação continua. Dirigido por Mark Webb e com o intuito de reimaginar a história do clássico com novas canções originais de Benj Pasek e Justin Paul, compositores responsáveis por "La La Land" e "O Rei do Show". Sua estreia nos cinemas brasileiros será dia 20 de Março de 2025.

A Rainha Má (Gal Gadot) manda matarem sua enteada por inveja de sua beleza. Apontada pelo Espelho Mágico (voz original de Patrick Page) como a beleza que supera todas, Branca de Neve (Rachel Zegler) foge do reino. Ela percorre a floresta e acha uma casinha onde vivem sete anões amigáveis - ou pelo menos a maioria - com quem passa viver. Porém, a moça ainda não está a salvo, já que a madrasta planeja dar um fim a sua vida com uma maçã envenenada.

Com uma hora e quarenta e nove minutos, vimos que o equilíbrio entre algo original com o clássico embutido garante uma versão rentável da velha fórmula dos live-actions adotados desde "101 Dálmatas" na década de 90. As canções que não existiam no clássico dão um tom mais infantil para que uma nova geração aprecie dentro e fora do filme. A qualidade vocal é imperdível, e escolheram Rachel pensando nisso.

A história se esforça para acrescentar momentos da infância e preencher os espaços que a animação deixava. As atuações seguem trazendo mais camadas para os personagens que antes eram mais simples. O par romântico (vivido por Andrew Burnap) sofreu a maior repaginada, sendo uma química inegável ao que antes era um homem tão apático e sem proximidade com a protagonista. Os anões tem uma animação bastante irritante, mas ao menos Dunga possui um cuidado maior em passar sentimentos até com o olhar.

Rodeado de polemicas, temos uma obra que trouxe algo na média... Ideal para crianças, mas que não será suficiente para prevalecer diante de outros live-actions das demais princesas. Vender como um musical fez alguma esperança de atrair um público que só lembra da canção dos anões, e que certamente imagina como seria se houvesse mais, pelo menos na animação de 1937. O conto de fadas não vive feliz para sempre!

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